Ruffy revela bastidores de treinos com Volkanovski e fala em evolução após derrota no UFC
Parceria com campeão, viagem pelo mundo e teste de fogo no UFC 325
Em outubro de 2025, Maurício Ruffy começou a cogitar algo que muita gente no meio evita: sair da zona de conforto e buscar treinos fora da sua equipe de origem, a Fighting Nerds. A ideia não ficou só no papel. De lá pra cá, o striker paulista rodou o mundo, passou por países como Tailândia e Austrália e acabou fechando uma parceria de peso com ninguém menos que Alexander Volkanovski.
Nos últimos meses, Ruffy treinou diariamente ao lado do campeão peso-pena do UFC. E, segundo o próprio brasileiro, a experiência superou qualquer expectativa.

Em entrevista exclusiva ao Ag Fight, Ruffy não poupou elogios a Volkanovski. Além do aprendizado técnico, ele destacou a humildade do australiano e o clima positivo encontrado na Austrália, país onde se sentiu em casa rapidamente.
“Estou aqui na Austrália há um mês. Antes disso, já estava com o Volk na Tailândia por três semanas. São quase dois meses treinando juntos. Muito feliz pela oportunidade de estar treinando com um campeão, aprendendo e evoluindo. Me sinto em casa, a galera me recebeu muito bem. Eu moraria sim aqui. Gostei muito do lugar, das pessoas, comida, tudo. Foi muito especial estar aqui com ele e aprender. Ver como um campeão faz todos os dias. Ele mostrou o caminho. É impressionante como o cara é simples. Não esperava tanta simplicidade dele. Aprendi muito com ele. Essa oportunidade foi um grande presente para mim”, contou Ruffy.
Derrota virou ponto de virada
A decisão de buscar novos ares veio depois da derrota para Benoit St-Denis, seu primeiro revés no Ultimate. Até então baseado em São Paulo, Ruffy enxergou no momento difícil uma chance de crescimento pessoal e profissional.
Neste sábado (31), no card principal do UFC 325, todo esse processo será colocado à prova. Do outro lado do octógono estará Rafael Fiziev, atual número 9 do ranking dos pesos-leves. Um teste pesado, contra um dos strikers mais perigosos da divisão.
“O grande aprendizado da derrota… Foram muitos. É até difícil pontuar. Mas talvez o maior deles tenha sido a vontade de buscar evolução. Viajar, melhorar, ficar longe da família. Fiquei dois meses fora, nunca tinha feito isso. Mas fui em busca de conhecimento e treinamento. No final, foi muito especial pra mim como homem e como pessoa. Fiz grandes amigos aqui, então foi bem marcante”, explicou.
E a Fighting Nerds, fica como?
Com o camp feito fora do Brasil e a proximidade com Volkanovski, muita gente passou a questionar se Ruffy teria encerrado seu ciclo na Fighting Nerds. O próprio lutador tratou de frear os rumores.
Segundo ele, a relação com a equipe segue firme. Mesmo à distância, Pablo Sucupira, líder e treinador da Fighting Nerds, continua participando do camp e ajudando na preparação para o duelo contra Fiziev.
Ou seja, Ruffy segue representando a equipe que o levou ao UFC, mas agora com bagagem internacional, vivência ao lado de um campeão e a cabeça totalmente voltada para evolução. O octógono, no sábado, vai dizer o quanto isso tudo pesou.