Faixa-preta abre o jogo sobre grana no jiu-jitsu em Dubai: “Faço porque amo”
Ser professor de jiu-jitsu fora do Brasil não é exatamente sinônimo de ficar rico. Quem falou isso sem rodeios foi Alexandre Altenburg Odebrecht, faixa-preta e head coach da Tao Jiu-Jitsu Academy.
Morando e ensinando nos Emirados Árabes Unidos desde 2014, Odebrecht acompanhou de perto a transformação do jiu-jitsu em Dubai. O esporte saiu de algo quase desconhecido para virar febre e parte da cultura local. Mesmo assim, a realidade financeira está longe do glamour que muita gente imagina.

Segundo ele, mesmo com mais de 21 anos dedicados ao jiu-jitsu e comandando uma equipe em um dos mercados que mais crescem no mundo, sua renda mensal gira em torno de 4 mil dólares.
Quando perguntado se considera isso uma remuneração justa pelo nível de experiência que tem, a resposta veio direta.
“Não, não. Mas se você realmente gosta do que faz, isso vale muito.
Agora, se você começa do zero, demora muito tempo.
Eu faço isso há 20 anos, então não é algo que dá pra começar por poucos anos achando que vai chegar lá.”
Apesar da frustração financeira, ele deixa claro que a motivação vai muito além do dinheiro.
“Quando eu acordo de manhã, eu me sinto bem.
Não sinto que estou fazendo algo que eu não gosto.
Eu sinto que estou fazendo algo por mim.”
Jiu-jitsu é diferente de tudo
Além de falar sobre dinheiro, Odebrecht também deixou um convite aberto para quem pensa em começar no esporte.
“Entre todas as artes marciais, o jiu-jitsu é um pouco diferente.
Não tem socos nem chutes, é mais agarrado.
Todos os iniciantes e novos praticantes são bem-vindos.
Se você quiser vir experimentar, vai ser um prazer receber você.”
O recado é claro. Dá pra viver de jiu-jitsu fora do Brasil, até em lugares como Dubai. Mas quem entra achando que vai ficar rico rápido provavelmente vai quebrar a cara. No fim das contas, pra muita gente que está no tatame todo dia, a paixão ainda fala mais alto que o saldo bancário.
link da entrevista: https://www.instagram.com/p/DTQKdE0jJ58/